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Aplicativo de táxi passa a aceitar carros comuns e causa revolta entre taxistas

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Taxistas mostram mais uma vez indignação contra o uso de carros particulares para o transporte de passageiros. Só que, agora, a bronca é contra um aplicativo originalmente de táxis. O antigo “99 Táxis”, agora apenas “99”, aderiu desde a última segunda-feira ao serviço de transporte de passageiros com carros comuns no Rio de Janeiro. À semelhança de outros aplicativos, como o Uber, que já oferecem a mesma atividade há mais tempo e são fonte de polêmica entre os taxistas, qualquer motorista habilitado pode se tornar membro da equipe, desde que atenda a alguns requisitos. O novo “99 POP” começa com dois mil cadastrados e funciona como categoria do aplicativo, não excluindo os táxis comuns.

Para Luís Fernando, taxista do “99” há mais de um ano, a nova opção não agradou. Ele diz sentir-se traído por um serviço que, em sua opinião, começou fortalecendo a classe. Luís Fernando argumenta que o transporte de passageiros é previsto por lei como exclusivo dos taxistas:

— Sou taxista de tradição, meu pai já exerce a profissão há 35 anos. Comecei a utilizar o “99” há cerca de um ano e, no começo, foi uma boa experiência. Achei que o aplicativo funcionava protegendo os taxistas, uma vez que oferecia exclusividade para a gente. Agora, com a liberação para carros particulares, me sinto traído. Não sei se tenho muita esperança no futuro. Queria poder passar a tradição de ser taxista também para meu filho, mas é incerto se isso acontecerá. Ainda assim, nunca pensei em aderir ao transporte particular.

Já para Sérgio Loureiro, há 15 anos na profissão e que não atua com aplicativos, a situação nunca esteve tão ruim para os profissionais da área. Após a popularização do serviço por celular, no ano passado, ele calcula que sua renda caiu quase 50%.

— Temos que nos mobilizar para conseguir algum resultado — afirma.

Segundo a assessoria da “99”, a decisão de lançar a funcionalidade é baseada em uma demanda da população. A empresa afirma que o serviço ajuda os taxistas, já que 44% dos usuários atraídos pela novidade também estão usando os táxis do aplicativo.

A guerra entre taxistas e os aplicativos de transporte de passageiros em carros particulares vem desde 2015, quando as ferramentas digitais começaram a se popularizar na cidade. Os donos dos amarelinhos chegaram a fazer diversas manifestações em locais de grande movimento, como Aterro do Flamengo e Aeroporto Internacional Tom Jobim. Houve, inclusive, muitos casos de violência no enfrentamento com motoristas do Uber. Um desses episódios aconteceu no final do ano passado, quando um grupo de taxistas revoltados com a questão invadiu o saguão do Aeroporto Santos Dumont, no Centro da Cidade, destruindo um quiosque do aplicativo Uber. Além disso, um motorista da companhia acabou sendo agredido no local.

Atualmente, os aplicativos de transporte particular são permitidos na cidade com base numa liminar concedida pela 17ª Câmara Cível e emitida no final do governo do então prefeito Eduardo Paes. Mas os taxistas ainda esperam uma resolução definitiva desse imbroglio o mais rapidamente possível.

 

Fonte: EXTRA

Sobre Carlos Laia

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