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Entenda o movimento #DeleteUber e a fúria dos internautas contra o app de transportes

A empresa de serviços de transporte tem sido forçada a conter um evento inesperado: o aumento no número de usuários tentando apagar suas contas.

Os usuários mais assíduos das redes sociais já devem ter se deparado com a hashtag #DeleteUber nos últimos dias. O movimento, que entrou para os trending topics do Twitter, pede para que os usuários do serviço de transporte apaguem suas contas do aplicativo como resposta a uma suposta tentativa da empresa fundada por Traves Kalanick e Garret Camp de lucrar em cima dos protestos contra o presidente Donald Trump no último sábado, dia 28.

O movimento #deleteuber pede que usuários apaguem suas contas no aplicativo 

O movimento #deleteuber pede que usuários apaguem suas contas no aplicativo  Foto: Lucy Nicholson/Reuters

Toda a confusão começou quando Trump publicou sua polêmica ordem para barrar a entrada de refugiados e imigrantes de sete países de maioria muçulmana. Um grupo que representa os taxistas de Nova York emitiu, na sequência, um comunicado dizendo que não pegaria passageiros no aeroporto  JFK, o centro dos protestos contra a medida, entre seis horas da tarde e sete horas da noite. Meia hora depois, a Uber ajustou a tarifa dinâmica do aplicativo para o preço mais alto, causando a fúria dos usuários, que viram na mudança uma jogada oportunista.

A Uber vem mantendo sua posição de que tudo foi um mal entendido. A resposta oficial da empresa, porém, não convenceu os adeptos do movimento, que seguem  abandonando o aplicativo. Para piorar, nesta segunda-feira, 30, os clientes começara a se queixar de que o aplicativo não estava apagando as contas conforme solicitado.

Foi o usuário @Bro_Pair quem chamou atenção para o fato e começou a hashtag #DeletUber, que logo se espalhou e se tornou “trending topic” nos Estados  Unidos durante boa parte do sábado à noite e do domingo.

 

Para colocar ainda mais pimenta na situação, alguns internautas automaticamente ligaram a estratégia chamada de oportunista da Über com o fato de que o presidente da empresa, Travis Kalanick, passou a integrar o comitê de empresários que veem aconselhando Donald Trump em medidas que atingem o ambiente de negócios norte-americano. Além dele, presidentes da Disney, GE e Pepsi fazem parte do seleto grupo.

A edição de ontem do jornal “The New York Times” apontou que o número de usuários pedindo que a Uber apagasse suas contas foi tão alta que a empresa precisou  criar um sistema automatizado para deletá-las. O jornal também lembra que a empresa prometeu liberar US$ 3 milhões para motoristas afetados pela ordem que bane os imigrantes.

Fonte: ESTADÃO

Sobre Carlos Laia

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