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Ex-funcionários do Uber revelam sistema para enganar autoridades

As revelações de ex-funcionários da uber nos dá mais oxigênio para a luta

Uber
Taxistas protentam contra Uber

Aos poucos a mascara da Uber vai caindo, resta saber se as autoridades brasileiras vão se posicionar para por fim a exploração do trabalhador brasileiro e fazer com a empresa americana se enquadre à legislação.

Está provado que o aplicativo faz transporte remunerado de passageiros e justamente no momento em que estamos na espectativa para a votação do PL 5587/2016 na Câmara dos Deputados surge essa revelação escandalosa, demosntrando ainda mais o esquema por tráz desse aplicativo que hoje já não é mais unanimidade entre seus usuarios.

O momento político é favoravel aos taxistas, uma vez que, esquemas bilionários de corrupção estão sendo investigados e corruptos e corruptores estão na cadeia. Devemos ficar de olho nos políticos que estão caindo no looby do Uber e defendendo esse sistema que a cada dia se revela uma gigantesca teia de irregularidades.

#carloslaia #avozdotaxista

 

O que se sabe e o que ainda é mistério sobre o ‘Greyball’ do Uber

G1

O jornal “New York Times” publicou nesta sexta-feira (3) uma reportagem documentando um sistema do aplicativo Uber chamado Greyball que, segundo o jornal, foi criado para dificultar que autoridades fiscalizassem o serviço, especialmente em cidades onde a Uber foi proibido pelo município.

A reportagem do jornal tem por base uma documentação e relatos fornecidos por funcionários e ex-funcionários da Uber que estariam envolvidos com esse sistema. Esses detalhes e a identidade dos funcionários foram resguardados pelo jornal, o que significa que as informações sobre o sistema ainda são escassas. Veja o que se sabe (e como se sabe) sobre a operação do aplicativo da Uber e medidas contra a fiscalização.

Quem revelou a existência do Greyball?
Quatro pessoas, entre funcionários e ex-funcionários da Uber, explicaram o programa e forneceram documentação para o jornal “New York Times”. Todos pediram anonimato, alegando que a ferramenta é confidencial e que eles temem retaliação por parte da empresa.

O Greyball existe mesmo? Desde quando?
O Greyball seria só uma parte de um recurso maior, o VTOS (sigla em inglês para “violação de termos de serviço”). O recurso Greyball em específico existe pelo menos desde 2014 e ainda está em uso, principalmente fora dos Estados Unidos, em países como Austrália, China e Coreia do Sul, segundo o “New York Times”.

Quanto ao VTOS como um todo, a Uber confirmou que o recurso nega viagens para alguns passageiros, porém não mencionou o intuito de bloquear a fiscalização. Em vez disso, o objetivo é bloquear quem viola os termos de uso do aplicativo ou que apresenta risco para os motoristas, inclusive pessoas com “intenção de agredir motoristas”.

A Uber disse ainda que um dos usos do sistema hoje é evitar que serviços concorrentes consigam acesso indevido à localização dos motoristas do aplicativo. Segundo o “New York times”, o Greyball teria nascido com esse fim, mas depois foi adaptado para bloquear as autoridades.

Em resumo, a Uber admite que o programa existe e que passageiros marcados não conseguem viagens ou veem dados incorretos no aplicativo, mas não admite que o intuito seja burlar a fiscalização em si.

Há, no entanto, o que parece ser uma divergência no comunicado da empresa. A declaração enviada ao “New York Times”, afirma que o VTOS também bloqueia “oponentes em conluio com fiscais [autoridades] para armar emboscadas secretas contra motoristas”. Na versão do comunicado enviada ao G1, a expressão “em conluio com fiscais” foi omitida.

Como o Greyball determina que alguém é um agente de fiscalização?
Segundo o “New York Times”, os gerentes da Uber responsáveis por cada cidade têm à disposição “cerca de 12 indícios” para identificar um passageiro infrator ou agente de fiscalização. O “New York Times” revelou três desses indícios que levantam suspeita sobre os usuários:

1. Localização e comportamento: se o usuário está localizado em áreas de prédios públicos e abre o aplicativo apenas para ver a circulação de motoristas e o fecha logo depois;

2.  Cartão de crédito: se o número do cartão está ligado a instituições financeiras frequentemente usadas por agentes públicos;

3. Modelo do aparelho: se o modelo do celular está em uma lista da Uber com os smartphones mais baratos à venda na cidade, porque esses normalmente seriam adquiridos para as operações de fiscalização.

Se esses e os demais indícios (cujos detalhes seguem desconhecidos) não fossem suficientes para identificar um agente fiscal, os gerentes da Uber pesquisavam perfis em redes sociais, de acordo com o “New York Times”.

O que acontece com um passageiro marcado pelo VTOS/Greyball?
O passageiro vê uma versão “falsa” do aplicativo, com carros que não existem de verdade ou vê uma mensagem de que não há carros disponíveis. Caso ele ainda consiga ver e chamar algum carro, as viagens são canceladas.

É a primeira vez que relatos assim aparecem? Há alguma prova?
Há paralelos com dois antecedentes:

Em Portland, uma cidade dos Estados Unidos onde o Uber era proibido, um vídeo produzido por um jornal local em 2014 mostrou que fiscais não conseguiam chamar carros pelo aplicativo. A intenção deles era multar os motoristas, mas as corridas eram canceladas. O vídeo é considerado a principal prova da atuação do Greyball. O Uber hoje opera legalmente na cidade.

Já uma pesquisa do instituto Data & Society em 2015 afirmou que os carros exibidos no aplicativo não condiziam com a realidade. Os chamados “carros fantasmas” apareciam para dar uma ilusão de oferta, segundo a pesquisadora Alex Rosenblat.

A Uber chegou a afirmar que a exibição dos carros no aplicativo não passava de um “efeito visual”, mas depois disse que as divergências ocorriam apenas por questão de latência (tempo decorrido desde a última atualização do local do motorista). Rosenblat afirmou que os carros fantasmas desapareceram após a exposição do caso, mas a Uber negou que tenha realizado qualquer modificação em seu sistema.

É possível que esse incidente tenha relação com o sistema da Uber que evita entregar informações precisas à concorrência, que por sua vez estaria ligado com o Greyball.

Sobre Carlos Laia

Comandada por Carlos Laia , A Voz Do Taxista tem por objetivo levar a categoria dos taxistas informação, levantar o debate dos assuntos importantes para o desenvolvimento profissional de toda categoria.

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