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Femi Táxi

Há vagas para taxistas no Femi Táxi

Aplicativos
As taxistas do Femi Táxi e uma passageira

Depois da padronização do serviço de táxi através dos pontos de taxis, o surgimento do celular foi a grande revolução para os taxistas, até chegarem os aplicativos. Eles dão mais comodidade aos passageiros que não precisam ir para as avenidas em dias de chuva ou ficar de baixo do sol escaldante a espera por um táxi.

No momento em que a mobilidade nas grandes cidades é um assunto em voga, a categoria precisa encarar essa realidade, os pontos de taxis físicos podem estar com os dias contados. Por mais que alguns taxistas vejam negativamente, o serviço de intermediação de corridas de táxi é uma grande evolução para passageiros e taxistas.

Aplicativos exclusivos, uma nova alternativa.

Visando atender um público especifico, o Femi Táxi é um aplicativo que surgiu já com a tecnologia de aplicativos para taxistas consolidada, o aplicativo tem dois público alvo, as mulheres taxistas e as mulheres passageiras.

A ideia foi de um jovem empreendedor, Charles Henry, que ouvindo queixas de suas amigas sobre “inconvenientes” sofrida com alguns motoristas, resolveu criar um aplicativo para o público feminino. Depois de fazer contatos com representantes da categoria, conheceu a taxista Helena Rodrigues, uma batalhadora na defesa da mulher taxista que se engajou no projeto.

Lançado em dezembro de 2016, tendo poucas taxistas cadastradas, somente conseguia atender 10 % das chamadas, com incentivos a taxistas, como prêmios em dinheiro para essas se cadastrarem e permanecerem logadas, o número de corridas atendidas subiu para 50%.

“Hoje o aplicativo está atendendo em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campinas”.

CEO do Femi Táxi com Helena Rodrigues

O maior problema do Femi Táxi é o grande número de chamadas canceladas por falta de taxistas para atenderem. Segundo o CEO do Femi Táxi, “as passageiras não esperam muito tempo pelo táxi”, em média, se o táxi não chega antes de dez minutos elas cancelam, revelou Charles Henrique.

Segundo o Departamento de Transportes Público, são oito mil taxistas mulheres na capital paulista, porém, não se tem o número das taxistas que estão em atividade.

O táxi “não vai acabar, mas precisa se adaptar a nova realidade tecnológica”.

Para Charles Henry, há um taxista que “ainda está acomodado”, mas, no caso das mulheres taxistas, elas tem uma visão mais profissional que o homem. A média da nota recebida pelas taxistas do Femi Táxi é de 4.80.

Uma inovação trazida pelo Femi Táxi é o “criança desacompanhada”, trata-se de um sistema de câmeras instaladas no interior do táxi, através das imagens os país podem acompanhar todo o trajeto feito pelo filho até o colégio, por exemplo.

Esse tipo de atendimento já é 40% das corridas feitas pelo Femi Táxi, o cliente paga dez reais a mais da tarifa normal por esse serviço exclusivo.

O aplicativo cobra 12% nas corridas pagas pelo cartão e nas corridas pagas no dinheiro R$1,50 por corrida. O CEO fez questão de frisar que um aplicativo tem um alto custo operacional contrariando quem acha que se fatura alto desde o início com a tecnologia.

O Fermi Táxi espera o crescimento de 20% nas solicitações das corridas para crianças e adolescentes menores de idade devido a restrição de cadastramento de menores no aplicativo Uber.

As taxistas

Aplicativos
As taxistas do Femi Táxi

Helena Rodrigues trabalha no relacionamento com as taxistas trazendo as profissionais para se cadastrarem no aplicativo, segundo ela “o Femi Táxi é uma oportunidade de mais corridas para as colegas da praça”. A taxistas Katia, do ponto de Congonhas, trabalha com Femi Táxi por atender passageiras exclusivas, em especial os jovens e crianças desacompanhadas.

Hoje o Femi Táxi atende somente atende 50% das chamadas por falta de taxista

Uma preocupação dos taxistas é com o uso de carros particulares pelos aplicativos, Charles Henry, CEO do Femi Táxi garante que isso não vai acontecer com o Femi Táxi, mas precisa que as taxistas se cadastrem no aplicativo para que eles consigam atender as chamadas.

Helena Rodrigues lamenta que somente 200 taxistas se cadastraram no aplicativo na capital paulista, ela confia na proposta do Femi Táxi, porem entende que o aplicativo não pode ficar sem atender suas passageiras.

Segundo as taxistas do Femi Táxi, um aplicativo exclusivo para as mulheres taxistas não é uma descriminação aos homens taxistas, todos devem buscar novas alternativas para desbancar a concorrência do transporte clandestino.

Sobre Carlos Laia

Comandada por Carlos Laia , A Voz Do Taxista tem por objetivo levar a categoria dos taxistas informação, levantar o debate dos assuntos importantes para o desenvolvimento profissional de toda categoria.

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