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Motorista do UBER é investigado por sequestro de empresário

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 Fonte: O EXTRA

Polícia Civil investiga o caso de uma moradora de Icaraí, na Zona Sul de Niterói, que diz ter sido sequestrada por um motorista do Uber, na tarde da última quarta-feira. O caso aconteceu depois que a vítima embarcou no veículo com a filha de seis meses, na Avenida Roberto Silveira, no mesmo bairro. X. de 26 anos, é empresária do ramo de eventos e estava com R$ 12 mil em espécie que iria usar para pagar fornecedores.

— Saí de casa por volta das 15h30 e passei em um posto de gasolina para tirar o restante do dinheiro em um caixa eletrônico 24 horas. De lá, fiz o pedido do Uber para Piratininga e, para minha infelicidade, o primeiro motorista precisou cancelar a viagem e fiz um novo pedido. Ao entrar no carro com a minha filha, o motorista se mostrou cordial e me ofereceu água. Mas, depois de uns dois minutos, percebi que ele tinha mudado o trajeto. Foi então que o questionei o porque da mudança. E ele disse que eu iria para onde ele quisesse — relata a vítima.

A vítima embarcou no Uber com a filha de seis meses, na Avenida Roberto Silveira, em Niterói

A vítima embarcou no Uber com a filha de seis meses, na Avenida Roberto Silveira, em Niterói Foto: Ricardo Rigel / Extra

Ainda de acordo com a empresária, o motorista subiu a Ponte Rio-Niterói e nesse momento pegou o celular da mão dela e apontou uma arma em direção ao seu rosto. Ela contou ainda que ele começou a mexer no celular para cancelar a viagem e ao perceber que ela tinha o aplicativo do Banco do Brasil, disse que a levaria ao banco para tirar o dinheiro de sua conta:

— Ainda falei para ele que não tinha dinheiro nenhum na conta e pedi para acessar o meu aplicativo para ver. Ao perceber que eu só tinha R$ 50 na conta ele ficou com muita raiva e pegou o caminho em direção à Avenida Brasil e depois à Linha Vermelha.

A vítima conta que o homem, ao perceber que ela não tinha dinheiro, mudou a estratégia e começou a perguntar a ela os contatos de sua família. O homem mandou pelo celular da própria vítima, mensagem para alguns parentes dela com a seguinte informação:

“Promoção família. Passo a loirinha e a pequena por R$ 24 mil. Na Serra até às 22h. Na moral sem cana” mas ninguém respondeu.

— Foi aí que ele pegou a minha bolsa e viu que eu estava com R$ 12 mil. E ficou impressionado com a quantidade de dinheiro que tinha. Ele começou a gritar comigo e disse que me levaria para um lugar onde eu não poderia falar com ninguém e deveria ficar até que o fechamento do local. Quando percebi já estávamos na Catedral de Petrópolis. Fiquei sentada por cerca de 30 minutos com a minha filha no colo mas não tinha coragem de falar com ninguém. Quando a igreja começou a fechar, saí de lá assustada e percebi que ele já não estava mais do lado de fora. Procurei ajuda em um hotel e uma funcionária me levou até a um bar, onde um senhor me emprestou um telefone e consegui entrar em contato com a minha família — relata a vítima.

Uma amiga da empresária que mora na cidade a resgatou e levou até a 105ª DP (Petrópolis), onde o caso foi registrado. Ela dormiu na cidade e na quinta-feira pela manhã foi levada pela amiga para Niterói.

— Nesta sexta-feira vou prestar um novo depoimento na 77ª DP (Icaraí) e vou levar as cópias do meu e-mail que mostram o registro de cancelamento das corridas do Uber. A única informação que tenho sobre o motorista é que ele se chama Ramon, é branco, jovem, tem o cabelo castanho curto e não usa barba. Já tentei falar com o Uber, mas até agora eles não retornaram as minhas mensagens. Estou torcendo para que a polícia consiga encontrar o criminoso — contou.

Segundo informações da 105ª DP (Petrópolis) o caso foi registrado na unidade e o procedimento será encaminhado para a 77ª DP (Icaraí) para prosseguimento das investigações. Já o Uber ainda não se pronunciou sobre o caso.

Deputado entra com ação no MP

Depois de tomar conhecimento do caso, o vice-presidente da Comissão de transportes da Assembleia Legislativa, o deputado Dionísio Lins (PP), disse que vai entrar, nesta sexta-feira, com uma ação na Promotoria de Tutela Coletiva da Defesa do Consumidor e Contribuinte do Ministério Público do Rio, solicitando que sejam tomadas as medidas legais para que se apure o sequestro da usuária. De acordo com o parlamentar, apesar de já estar em vigor uma lei municipal que proíbe o uso do aplicativo no Rio de Janeiro, o mesmo continua atuando amparado por força de uma liminar. Ele informou também que vai solicitar as secretarias de Fazenda Municipal e Estadual, através de requerimento de informações, que seja enviada cópia do documento que autoriza sua atividade, a relação com o nome e endereço de todos os motoristas cadastrados e como é feito o processo de cadastramento.

— Há muito tempo que estamos cobrando do representante do Uber como é feito o processo de seleção para atuar na empresa, se é feito um levantamento de bons antecedentes desses motoristas, onde são cadastrados, as certidões negativas que o Uber diz ter em seu poder, além de toda a documentação necessária para seu funcionamento na atividade de transporte de passageiros. Agora, diante do ocorrido, é preciso saber se a direção do aplicativo vai ressarcir os R$ 12 mil roubados da passageira e se vai prestar algum tipo de atendimento psicológico. — disse.

Ainda segundo Dionísio, se as informações passadas pela empresa não forem satisfatórias ele vai pedir a presidência da Casa, a realização de uma audiência pública extraordinária durante o recesso, onde serão convidados representantes das secretarias de Transportes municipal e estadual, do Detro, secretaria de Fazenda e de diretores do aplicativo Uber.

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