Com até 40% menos ônibus, passageiros recorrem aos táxis

Pôr conta da greve de caminhoneiros, taxistas afirmam que metade da frota só tem combustível para rodar até quarta-feira. CMTC se reúne à tarde para discutir situação do transporte coletivo.

G1 fez um levantamento sobre como está a situação no transporte coletivo e nos serviços de transporte particular de Goiânia, como táxi, mototáxi e por meio de aplicativos de transporte (veja abaixo).

A auxiliar administrativo Larissa Lourany Batista de Araújo desistiu de pegar ônibus nesta manhã. “Ele geralmente passa de cinco em cinco minutos. Hoje estava passando de 15 em 15. Passaram três ônibus muito cheios e eu não consegui entrar. Aí vou chamar pelo aplicativo, gastar mais para chegar ao trabalho”, disse.

O transporte coletivo é um dos setores mais afetados em Goiânia pelo protesto dos caminhoneiros contra a alta do diesel. A assessoria de imprensa da CMTC informou ao G1 que as linhas de ônibus estão operando seguindo a escala de sábado. Isso significa que a frota de veículos fica entre 15% e 40 % menor em determinados itinerários.

Saiba onde tem posto com álcool e gasolina

Uma reunião do comitê de crise da companhia deve ser realizada às 16h desta segunda-feira para discutir quais medidas serão tomadas, já que, por conta da paralisação dos caminhoneiros, o combustível não está chegando até os postos que abastecem a frota.

O servidor público Antônio Sérgio dos Santos Ferreira foi um dos usuários do transporte que embarcou com atraso nos ônibus para ir trabalhar nesta segunda-feira.

“Eu pego três ônibus. Um deles já está com atraso de mais de dez minutos do normal. E os outros que eu peguei, o motorista vinha dirigindo mais devagar. Então, com essa situação, a gente vai trabalhar, mas não sabe se vai ter ônibus de tarde para voltar”, disse.

Servidor público Antônio Sérgio dos Santos Ferreira pegou ônibus com atraso, em Goiânia (Foto: Vitor Santana/G1)
Servidor público Antônio Sérgio dos Santos Ferreira pegou ônibus com atraso, em Goiânia (Foto: Vitor Santana/G1)

Táxis

O vice-presidente do Sindicato dos Taxistas de Goiânia (Sinditaxi), Júlio Soares, disse ao G1 que, por conta do aumento da demanda de passageiros, metade da frota, o que representa cerca de 500 carros, só tem combustível para rodar até quarta-feira (30). Ele afirma que o fato da maior parte dos veículos ser bicombustível é um ponto positivo.

“A gente está em uma situação bem difícil. Graças a Deus os carros são ‘flex’, e a gente abastece com o que tem, quanto acha etanol, vai de etanol, quando acha gasolina, é o que vale. Hoje deu uma aumentada nos passageiros. Ao mesmo tempo, há um consumo maior de combustível.

“Por conta disto, temos esta estimativa de que, se a situação dos combustíveis não melhorar, 500 de nós não terão como rodar”, disse o vice-presidente.

Metade dos taxistas só tem combustível para rodar até quarta-feira, em Goiânia (Foto: Vitor Santana/G1)Metade dos taxistas só tem combustível para rodar até quarta-feira, em Goiânia (Foto: Vitor Santana/G1)

Metade dos taxistas só tem combustível para rodar até quarta-feira, em Goiânia (Foto: Vitor Santana/G1)

“A gente tem a vantagem de ter veículos cujo consumo rende bastante. Então, um tanque roda muito. Estamos sempre em comunicação, para saber onde está tendo combustível e, por enquanto, está tudo bem.

O que acontece é que alguns colegas acabam aumentando o preço das corridas, por conta do aumento da procura”

Uma das alternativas de quem perdeu o ônibus nesta manhã foi utilizar o serviço de mototáxi. Segundo o presidente do Sindicato dos Mototaxistas (Sindimoto), José Carlos Pinto, o aumento na procura por corridas têm gerado acréscimo na cobrança por parte de alguns profissionais.

“É por isso que a gente luta pela implementação dos mototaximetros, para que, em situações como esta, o consumidor tenha uma certa regularidade no pagamento do serviço”, disse o presidente

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