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O que mudará para os taxistas a venda da 99 para a Didi

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A 99, que um dia foi 99Táxis e parceira dos taxistas, foi comprada pelo maior concorrente do Uber, a Didi chinesa.

Uma startup cedo ou tarde é vendida para grupos de investidores, nesse caso resta saber se a venda, previsível, significará mais um passo no calvário dos taxistas que vem sofrendo com a desregulamentação do táxi imposta pela 99 nas capitais e grandes cidades.

A última tentativa clara da intenção de nivelar por baixo o serviço de táxi foi o Pl 498/2017, de autoria vereadora Janaína Lima (Novo), um projeto claramente feito sob encomenda dos aplicativos que não desejam nenhuma regulamentação do seu negócio.

Segundo a legislação do transporte, o que os aplicativos podem fazer é intermediar e conectar passageiros e taxistas.

Diante da situação eminente de uma desregulamentação do  táxi, resta ao taxista o PL 5587/2016 que está na Câmara dos Deputados aguardando apreciação das emendas feitas pelo Senado.

Por mais que não se tenha unanimidade sobre o Pl 5587 – fato que demonstra a falta de visão de uma parcela dos taxistas que não enxergam  a gravidade da situação – que colocará regras básicas aos aplicativos, regras que eles não querem.

A verdade que os taxistas não querem aceitar é que os principais responsáveis pela situação de crise que os envolvem são eles próprios, qualquer iniciativa que visa restabelecer a posição de outrora do táxi, necessariamente tem que começar pela mudança no sindicato dos taxistas de São Paulo, o principal da categoria. Se a 99 está fazendo o que bem quer, desregulando o sistema, é justamente pelo fato de contar com a omissão da entidade.

Os taxistas jogam a culpa das mazelas do táxi nas costas dos aplicativos, mas quem realmente são os inimigos do taxista, os aplicativos que viram o negócio táxi, coisa que os sindicatos não viram, ou quem está permitindo que eles não só explore a mão de obra, mas também transgride a legislação.

Com a venda da 99 para a Didi nada mudará para os taxistas, a não ser que os taxistas mude a sua história recente.

#radiotera #avozdotaxista 

Didi já havia liderado uma rodada de investimentos de US$ 100 milhões na 99, mas até então tinha uma participação minoritária no negócio

A empresa chinesa Didi Chixing, uma das principais concorrentes da Uber, comprou o controle do aplicativo brasileiro 99 (antiga 99Táxis). A chinesa já havia liderado em janeiro do ano passado uma rodada de investimentos de US$ 100 milhões na brasileira, mas até então tinha uma participação minoritária no negócio.

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As informações foram divulgadas nesta terça-feira (2) pelo jornal Valor Econômico e pelo colunista Lauro Jardim, do O Globo. Segundo o Valor, a Didi avaliou a 99 em US$ 1 bilhão e comprou a fatia que pertencia aos fundos Riverwood Capital, Monashees, Qualcomm Ventures, Tiger Global e Softbank. Além disso, os chineses teriam feito um novo aporte na 99. 

Já Lauro Jardim noticiou que a Didi comprou a 99 por R$ 960 milhões. Procurada, a assessoria de imprensa da 99 afirma que a empresa vai se manifestar “no momento oportuno”.

99 atraiu US$ 200 milhões em 2017

Em janeiro de 2017, a Didi tinha liderado uma rodada de investimentos de US$ 100 milhões na brasileira 99. Na época, a rodada contou com a participação do fundo americano Riverwood Capital e deu à Didi o direito a uma cadeira no Conselho de Administração da 99.

Poucos meses depois, em maio, foi a vez do fundo japonês Softbank investir US$ 100 milhões e se tornar acionista minoritário da 99. Os japoneses também compraram uma participação na Uber em dezembro de 2017, em um negócio que ainda não teve os seus detalhes revelados.

99 começou focada em táxis

A 99 começou em 2012 como um aplicativo de táxis, sendo chamada, na época, de 99Táxis. Ela foi fundada por Paulo Veras, Ariel Lambrecht e Renato Freitas.

Em 2016, a empresa lançou o aplicativo 99POP, de motoristas particulares, para concorrer diretamente com a Uber no Brasil. Desde então, a modalidade POP tem sido o maior foco de investimento e expansão da empresa.

Veras continua na 99, como presidente do Conselho de Administração, e o CEO é o americano Peter Fernandez.

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Sobre Carlos Laia

A Voz Do Taxista é um portal de notícias criado por Carlos Laia para levar informações a classe dos taxistas, acompanhando os acontecimentos, dando opinião e ouvindo os principais personagens do incrível mundo do táxi.

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