A quem interessa o silêncios dos taxistas

Taxistas, uma categoria abandonada e silenciada.

O taxista é uma profissão desde 2011, quando a presidente Dilma sancionou a lei 12.468, o incrível, é que justamente após a regulamentação os profissionais taxistas que já trabalhavam há décadas sob uma regulamentação que tem mais deveres do que direitos vivem o seu ocaso.

De um lado os aplicativos que vão dominando o mercado de transporte individual, seja promovendo a prática ilegal da profissão com exploração dos desempregados da era Lula, Dilma e Themer, do outro a omissão dos seus representantes que permanecem em silêncio enquanto as plataformas desrespeitam a legislação.

Candidatos afirmam que se eleitos vão resolver o problema sem competência para tal

Manifestação desorganizada rendeu multas aos taxistas

Para completar o enredo desse “samba do crioulo doido”, temos as eleições,  é quando surgem candidatos que tem na sua projeção junto a classe o seu trampolim para ocupar um cargo nas câmaras legislativas com a promessa de lutar pela categoria.

Desde o surgimento da Uber, da uberização da 99 e Easy que ouvimos o clamor dos taxistas para uma atitude dos sindicatos, cooperativas e lideres naturais que deveriam ter assumido de fato esse papel, muitos, porém, preferiram aderir ao modelo brasileiro de fazer política e outros se afogaram no fel das vaidades.

Essa situação salta aos olhos de todos que tem um minimo de bom senso para perceber uma perseguição ao profissional taxista com um único objetivo, a tomada esse mercado altamente lucrativo pelos aplicativos.

Da mesma foma, não se pode compreender a atitude de pessoas, seja jurídica ou física, seja do silêncio, seja a tentativa de desestimular, até com ameaças veladas, a organização de qualquer movimento que venha tentar articular uma reação da categoria junto ao poder público que se omite e por vezes prevarica.

O silêncio comprometedor dos candidatos e lideranças

São gritantes as afrontas dos aplicativos no favorecimento da prática da ilegalidade. Ilegalidade dos motoristas que praticam a profissão de taxista, ilegalidade no descumprimento da legislação do transporte.

O que pode acontecer no dia 03-09, quando taxistas pretendem se manifestarem na porta da prefeitura da cidade de São Paulo, antes disso parar o aeroporto de Congonhas, será de total responsabilidade dessas autoridades, tanto do poder público quanto das entidades da classe que vem protelando a solução para o problema que vem só agravando.

Dizer no dia seguinte que o prefeito pediu mais trinta dias, logo pós saberem que os taxistas irão se manifestar, sem ao menos ter tempo de terem se reunido com o prefeito demonstra o quanto quem estar a frente de algumas entidades estão despreparadas ou não enxergam a gravidade na qual nos encontramos.

A quem interessa o silêncio dos taxistas

Manifestação pacifica é um direito

O Art. , em seu inciso XVI da Constituição Federal dispõe sobre a “liberdade de reunião”, condicionada à observância de outros direitos, cabendo lembrar que é vedado o anonimato, visto que, este traz a ideia de violência, vandalismo. Ariel Lisboa Conjur

Todo cidadão brasileiro tem o direito a manifestação, mas, o risco de se perder controle da massa cansada das inúmeras promessas não cumprida é um fato que os sindicatos e autoridades deveriam pesar antes de vim com mais um pedido de prazo.

Não será mais uma promessa dada por dirigentes de segundo escalão que irá aplacar a ira dos taxistas, que se,não passam fome, mal conseguem um faturamento minimo que os permitam honrar suas contas. As consequências dessa política nefasta que assistimos, não é de hoje, poderá ter um desfecho trágico na próxima segunda-feira.

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