Aplicativos travam guerra de foice pelos passageiros dos táxi

Uma profissão quase secular, que foi reconhecida somente em 2011, corre sério risco por falta de uma liderança que administre o momento de transição com a chegada dos aplicativos de intermediação das corridas.

O app que surgiu como de táxi hoje favorece a prática ilegal da profissão

O caminho trilhado pelos dois principais aplicativos que tem em sua base o taxista como prestador de serviço trilharam caminhos parecidos para conquistar taxistas e passageiros, no inicio o taxista foi o principal “garoto propaganda” das duas plataformas.

A segunda etapa foi investir milhões em propaganda

Quando a marca “99Táxi” apareceu estampada na camisa do clube brasileiro de futebol  de maior torcida, o Corinthians, muitos viram um investimento na marca táxi, mais tarde perceberam que a marca universal era apenas uma alavanca para a empresa que não tem nenhum comprometimento com a categoria.

A 99 Táxis retirou a palavra táxi do seu nome fantasia desde quando começou a ter carros particulares em sua plataforma e já havia se consolidado, a partir daí, muitos taxistas começaram a ver o aplicativo como um traidor, porem, já era tarde. Muitos que não tem em seu alvará um bom ponto de táxi ficou dependente do aplicativo, essa dependência tem dois lados: – o fator tecnologia e o avanço do app no mercado que antes era todo dos taxistas.

A Easy também foi vendida para grupo estrangeiro, mas voltou a ser Easy Táxi, porem enfrenta resistência de parte dos taxistas pela imposição dos descontos nas corridas que saem do lucro do taxista. Para continuar competitiva, o aplicativo adquiriu o espanhol Cabify.

São mais de um milhão de passageiros cadastrado em cada aplicativo

A Easy, criada pelo mineiro Tales Gomes, tem 12 passageiros para cada taxista, enquanto que a 99 tem cerca de 14. Cada aplicativo teve mais de um milhão de dowlonds na versão passageiros e mais de cem mil dowlonds na versão motorista.

A 99 e a Easy tem números proporcionalmente parecidos, a quantidade de downloads dos apps (na versão passageiro) nos mostram o quanto será difícil para qualquer outro aplicativo alcança-los. O aplicativo Wappa criado em 2014 para atender o passageiro corporativo tem perdido mercado desde que a 99, Easy e Uber passaram também a atender as empresas.

As diversas tentativas de taxistas em criar um aplicativo, até o momento, fracassaram pela falta de investidores, isso é fácil de entender, porque investidores irão colocar dinheiro onde há um concorrente que já domina o mercado.

Nesse cenário surge dois aplicativos nas maiores capitais brasileiras, Rio de Janeiro e São Paulo.

Depois de verem seus passageiros nas mãos de empresas, agora multinacionais, os taxistas de duas importantes capitais receberam positivamente a criação de aplicativos com a promessa de serem exclusivos para taxistas.

Manifestação em São Paulo contra Uber

Mas a desconfiança é grande sobre as intenções dos prefeitos do Rio de Janeiro e de São Paulo, os motivos da desconfiança é o fato deles criarem os aplicativos e não regulamentarem os motoristas particulares que estão na mesma plataforma (99 e Easy) como estabelece a lei 13.640.

Os dois aplicativos seguem caminhos diferentes, o Táxi Rio conta com algum apoio institucional da prefeitura carioca, enquanto que o SPTáxi tem apenas o discurso político, a divulgação está na responsabilidade dos taxistas. Sem recursos para propaganda, contam apernas com um adesivo e a ação de abnegados, esses correrem o risco de ainda serem os culpados pelo fracasso do SPTáxi.

O Táxi Rio tem mais de 100 mil passageiros cadastrados para cerca de dez mil taxista, proporcionalmente são dez passageiros para cada taxista. Longe disso está o SPTáxi que tem um passageiro para cada taxista. A diferença no desempenho, com certeza passa pelo marketing.

Uma diferença na luta contra o transporte  clandestinos

Taxistas do Rio de Janeiros protestam contra Uber

A grande diferença entre os taxistas do Rio e de São Paulo é como conduzem essa luta, enquanto que no Rio são os taxistas estão a frente – apesar de divididos em grupos e interesses diversos – em São Paulo há muito tempo prevalece o interesse político.

A prova disso são as grandes manifestações ocorridas em São Paulo em 2015 na ocasião da votação do PL 349 do Vereador Adilson Amadeu e em 2016, ano das eleições municipais.

Que força terá o SPTáxi nessa briga

Desde então todas as tentativas de grupos de taxistas de são Paulo em fazer alguma manifestação contra as promessas não cumpridas do prefeito João Dória, hoje candidato a governador, e pelo não cumprimento de medidas impostas aos aplicativos, foram rechaçadas e os taxistas vivem das promessas de seus líderes.

 

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