Fusão entre Use Táxi e Leste Táxi, acena para mudanças que os taxistas precisam.

União virtual de pontos de táxis, quimera ou necessidade que não enxergam?

Por Carlos Laia

Ponto de táxi do shoping Villas Lobos

Por diversas vezes A Voz Do taxista levantou o debate sobre a necessidade da fusão das rádios táxis em uma só como forma de fazer frente ao avanço dos aplicativos no seguimento corporativo. A fusão em uma única cooperativa deveria ter caminhado naturalmente para esse fim, porem não foi o que aconteceu. Ontem os taxistas de São Paulo foram surpreendidos com a noticia da união entre Use Táxi e Leste táxi, duas cooperativas que juntas, segundo Eder Luiz, presidente da use Táxi, formaram a maior rádio táxi com 850 unidades.

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Hoje, depois várias iniciativas fracassadas e até equivocadas, ouvimos entidades, autoridades e taxistas reconhecerem que os aplicativos vieram para ficar e que se trata de uma ferramenta útil para os taxistas e uma comodidade para os passageiros, porem a criação de aplicativos por si só não resolverá a situação dos taxistas.

A fusão, ou a incorporação da Leste Táxi pela Use Táxi, como foi anunciado ontem é o caminho a ser seguido pelas demais rádios-táxis, esse modelo pode ser também a solução para o fortalecimento da categoria por região, ao invés de criar um único aplicativo para toda categoria, que depende de investimento em propaganda e marketing – sem o qual corre o risco de fracassar – os pontos de táxis de uma determinada região se unindo para atenderem os passageiros como um ponto regional e virtual, daria comodidade ao passageiro com o diferencial que o táxi oferece, que eles conhecem e valorizam.

Uma iniciativa nesse sentido já se deu entre os pontos de táxis dos shoping, mas não avançou.

O encontro reuniu representantes dos pontos de táxis dos principais shoping, aconteceu quando  extinto aplicativo Sefe táxi queria montar “ponto” em shoping dizendo que era para os táxi atenderem melhor os passageiros da sua plataforma, hoje podemos ver o mal que traria a toda categoria se o projeto desse aplicativo tivesse vingado, os carros particulares estariam oficializados nos shoping da principal capital brasileira.

Diante dos acontecimentos dos últimos anos, desde a chegada da Uber, não é difícil entender por que a reunião dos coordenadores dos pontos de táxis não teve exito. O momento que os taxistas atravessam necessita de homens visionários, como rara exceção, é justamente o que não temos a frente da maioria da entidades representantes da classe.

Não é de hoje que a questão dos aplicativos vem sendo tratada politicamente, se isso não bastasse, muitos que deveriam ser os novos representantes, dirigentes e lideres da categoria sucumbiram ou se aliaram aos que comandam a estrutura atrofiada dos sindicatos. Vivemos um  momento que pede a audácia de visionários que enxergam a frente do seu tempo.

Diretor do DTP, Daniel Teles, foi exonerado ou promovido?

Independente de ter placa vermelha, de estarem enquadrados no decreto municipal, de estarem sendo fiscalizados ou não, fato é que os motoristas de aplicativos vão avançando e se organizando para conquistar espaço e benefícios. As fotografias  que correu em alguns grupos de Whatsapp, do ex-diretor do DTP na gestão de Fernando Haddad, Daniel teles, como diretor do sindicato dos motoristas de aplicativos, mostra que eles vão abrindo caminho para as conquistas.

Essas fotos também comprovam o comprometimento dos ex-prefeito Haddad com a Uber, como foi denunciado e repercutido na imprensa na ocasião da publicação do decreto por ele editado que abriu as portas para a uberização da 99, Easy e outros aplicativos. Daniel teles ocupava um cargo político e de confiança, saiu do DTP e não se ouviu falar dele até o surgimento do sindicato dos motoristas de aplicativos.

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