Os taxistas são os principais responsáveis pela sua história

"Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam"

O homen brasileiro até o fim dos anos de 1980 dizia que não gostava de novela, dizia que era coisa de mulher, mas, na verdade muitos assistiam. Me lembro de uma reportagem – se não me engano – no Jornal Nacional – onde mostrava caminhoneiros que paravam para jantar na estrada justamente no horário da novela das oito para assistir.

Hoje ainda é muito comum ouvir o brasileiro dizer que não gosta de política, porem, a diferença entre a política e a novela é que as consequências da indiferença afetam diretamente a sociedade. Como disse o filosofo Grego Platão:

– “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”.

É exatamente o que acontece com o brasileiro de modo geral, não participam da política, mas a política é feita, gostando ou não,  participando ou não das decisões políticas, seja a política sindical ou partidária.

A situação dos taxistas, assim como a maioria dos brasileiros, está de tal forma pelo fato desses não se interessarem em saber o que fazem os políticos, quais são suas ideologias – se que as tem.

Então vejamos:

O taxista reclama do sindicato presidido pelo Natalício Bezerra, há quarenta anos, mas não se pergunta por qual razão dele estar lá ha tanto tempo. A pergunta que deveriam fazer nesse momento é o que cada um fez após perceberem os rumos que o sindicato tomou.

Hoje sofrem as consequências da sua própria inercia, da sua omissão, vivem numa desconfiança da própria sombra, quando alguém propõe alguma ação ficam calados ou caem na falácia os mesmos que nada querem fazer e atuam para desmoralizar os organizadores e desestimulam a classe em aderir.

Os taxistas, que atuam nos grupos de Watsaap, não enxergam que estão sendo envolvidos em um jogo político e de poder. Eles deveriam estar usando essa ferramenta para organizar a categoria e mudar a sua própria história.

Os taxistas “remidos”, que na maioria não tem sua renda exclusiva do táxi, mantem a estrutura falida e sem ideias do sindicato de São Paulo, situação análoga se repete em várias cidades em todo o Brasil.

A candidatura de taxistas alinhados com a velha política não ajudaram em nada a luta dos taxistas, principalmente quando não estão fazendo nada para a aplicação da lei 13.640. Estão calados diante do silêncio de prefeitos que tem a obrigação de aplicar a lei.

Qual o preço que pagará a classe pelas atitudes dos taxistas que buscam satisfazerem suas ambições, os mesmo que usaram como bandeira a aprovação da lei federal 13.640. O exemplo de candidatos eleitos nas últimas eleições municipais comprovam que os taxistas votaram com base na emoção e não com a razão.

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