PL 55/2017 parado na Câmara Municipal seria a solução desejada pelos taxistas

Um ditado muito repetido quando se trata de política e que o brasileiro tem “memória  curta”, uma parcela dos taxistas comprovam esse dito popular.

Há alguns dias o Marlon da Uber divulgou, com grande estardalhaço, uma liminar obtida pelo sindicato nacional das locadoras de carros na qual fica desobrigado a apresentação do CRV da capital paulista para obtenção do CSVAPP.

Como sempre muitos taxistas começaram a dizer nas redes sociais que já era certo que teriam liminares contra a resolução 16, acusando o secretário de transportes de estar conivente com os aplicativos.

Uma resolução que não muda nada no decreto do Haddad

Na verdade a maioria dos taxistas não entendem que a resolução 16 nada mudará para os taxistas.

A resolução foi feita para dar uma resposta ao clamor da categoria, o pedido sempre foi para que se colocasse fim a concorrência desleal, ilegal que os aplicativos promovem com carros particulares fazendo o transporte remunerado de passageiros, mas condições básicas para quem faz transporte remunerado não serão exigidas dos motoristas de app.

Em primeiro lugar a resolução 16 do prefeito João Dória não atende nenhuma demanda dos taxistas, essa regulamentação deveria colocar um freio na quantidade absurda de carros de todas as cidades que invadiu a capital paulista.

A resolução 16 cujo objetivo era “colocar ordem na casa”, como foi vendida para os taxistas, deveria exigir que os carros de aplicativos fossem licenciados na capital, em nome do motorista e da categoria aluguel, como determina o Código de Trânsito Brasileiro.

O projeto que interessa aos taxistas  está engavetado

No mês que a resolução 16 entrará em vigor, um PL de autoria do vereador Amadeu completará um ano que foi protocolado e continua parado nas pilhas de PLs da casa legislativa municipal.

Ao invés de “brigar” pela celeridade do PL de sua autoria, que limita em 20% da frota de táxis o número de carros de aplicativo, determina a placa da categoria aluguel e em nome do motorista, o vereador que se auto intitula “o maior defensor da categoria” preferiu aderir a base do governo Dória e defender a resolução 16, que ao invés de colocar limites e estabelecer exigências conforme o CTB, por exemplo, permitirá que os mesmos continuem a trabalhar sem nenhum compromisso.

Soma-se  a isso a inércia do sindicato, cooperativas, associações e taxistas que usam a situação para seus projetos pessoais e egocêntricos.

João Dória já mostrou que não tem amor pela cidade e apreço pelos taxistas, se não tiver pressão, uma das linguagens entendidas pelos políticos, 2018 será mais um ano de espera e penúria para os taxistas de São Paulo.

Carlos Laia

Taxista desde 2001, criador do site A Voz Do Taxista e da web Rádio Tera Byte. Nosso objetivo é levar notícias e informações sobre o táxi de todo Brasil a toda categoria, ouvindo representantes, autoridades e principalmente o taxista. Não temos vinculo com nenhuma entidade ou partido político.

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