Taxista deve votar em candidatos estadistas e não corporativistas

Às vésperas das eleições, cada um se pergunta: em quem votar? Mas previamente a essa pergunta, há outra mais importante: como escolher bem um candidato?

Estamos a poucos dias das eleições que vão eleger o novo presidente da Republica, deputados federais, estaduais, senadores e governadores, por mais que especialistas e parte da mídia tentam passar para a opinião pública que não devemos ter ideologia no voto, esta eleição está marcada pelo embate entre direita e esquerda.

Numa democracia, o eleitor confere ao candidato de sua preferência um mandato, para que o exerça em funções legislativas (senador, deputado, vereador) ou executivas (presidente, governador, prefeito).

Tal preferência se exerce com base num programa de atuação que o candidato deve expor ao conhecimento dos eleitores durante a campanha. Supõe-se que o eleitor esteja ciente desse programa previamente à eleição e o ratifique com seu voto.

Assim, uma vez eleito, o candidato deve portar-se como executor da vontade de seus eleitores, aos quais representa. Será um executor fiel se agir de acordo com o programa com o qual se apresentou às urnas. Caso contrário, será infiel.

A política facilmente desinteressa a grande maioria da população. E, em conseqüência quase inelutável, na política só atuam os que estão em condições de fazer dela uma profissão. No Brasil, político tornou-se freqüentemente sinônimo de político-profissional.” Plínio Corrêa de Oliveira

Nesse contesto temos taxistas que colocaram seus nomes nas urnas como representantes dos taxistas em vários estados da federação, totalmente normal e legítimo, porém, não temos ouvido desses candidatos propostas e projetos que vão de encontro aos anseios dos taxistas.

Ora, a mais básica das condições para que esses candidatos sejam representantes da categoria é que ouçam as suas principais demandas, debata com todos e formule propostas e projetos, determinando as diretrizes da sua atuação política nas câmaras legislativas, mas não é o que estamos assistindo na tímida campanha dos principais candidatos taxistas.

Uma breve navegação pelas redes sociais de alguns candidatos vemos apenas fotografias em visitas a pontos de táxis com sorrisos estampados nos rotos, não encontramos propostas e projetos que venha mostrar uma luz no breu que a categoria atravessa.

Principalmente o fato deles não defenderem a aplicação de leis como a 12. 468 e 13.640, cujas conseqüências toda categoria sete, levando alguns profissionais ao desespero a ponto de tirarem a própria vida, deixa uma interrogação se realmente devemos eleger candidatos taxistas.

“Poucas são as condições para que surjam políticos por idealismo ou mesmo profissionais-políticos, isto é, representantes autênticos das mais variadas profissões ou campos de atividade”. Plínio Corrêa de Oliveira

A principal credencial de um candidato taxista não é o condutax, nem suas alianças, principalmente quando temos os sindicatos totalmente descolados das suas bases, cooperativas onde seus presidentes se mantêm no posto por décadas através do voto de cabresto.

As recentes manifestações que levaram pessoas de todas as classes sociais às ruas mostram que houve um amadurecimento político do eleitor, mas ainda observamos que está longe a conscientização necessária para elegermos deputados comprometidos com as mudanças que o país precisa.

Taxista deve votar, em primeiro lugar, com consciência e em candidatos com ideias de estadistas e não corporativistas.

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