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São Cristovão padroeiro dos taxistas

Os taxistas nunca precisaram tanto do seu Padroeiro

Proteção cotidiana no trânsito

Um dia após celebração do padroeiro dos motoristas, profissionais contam sobre suas experiências, histórias curiosas e até mesmo alguns dos desafios que precisam ser vencidos

Proteção no cotidiano, em meio aos diversos desafios representados pelo trânsito. Para os devotos de são Cristóvão, padroeiro dos motoristas, que teve seu dia celebrado ontem, 25 de julho, as graças alcançadas podem ser muitas. E, entre os taxistas, histórias são algo que não falta a respeito dos milagres do santo.

Sandoval Queiroz, de 78 anos, por exemplo, trabalha na área há 50 anos. Nos dez primeiros, ele atuou no Rio de Janeiro e, há 40, percorre as ruas da capital mineira. O taxista conta que recorre a são Cristóvão para tudo. “Esse santo auxilia em várias situações”, diz ele.

E, para muitos taxistas, essa ajuda é mesmo necessária, porque são diversos os desafios vividos por eles. Queiroz, por exemplo, já viu coisas tristes, como brigas diversas, e emocionantes, como um quase nascimento de um bebê no veículo. Tudo isso, sem deixar de lado o cuidado necessário para conduzir as pessoas até o destino de maneira assertiva, o que requer um ótimo conhecimento a respeito do município. “Já passei por todos os bairros, conheço muita coisa. Pode ser que exista uma ou outra rua que eu não saiba exatamente onde é, pelo nome”, diz ele.

Avelino Moreira, presidente do Sincavir, destaca revisões periódicas dos carros

Aliás, se isso pode não ser uma tarefa fácil, ela é essencial para os taxistas – e, mesmo entre os devotos de são Cristóvão, há também aquele auxílio dos cursos de capacitação. Conforme ressalta Avelino Moreira, presidente do Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Minas Gerais (Sincavir-MG), para exercer a profissão é necessário passar por formações que reúnem conhecimentos relacionados ao turismo, primeiros socorros, relações humanas, cidadania, código de trânsito, direção defensiva, entre outros, disponibilizados pelo Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest Senat).

“Além disso, o motorista precisa apresentar uma série de documentos, incluindo o atestado de bons antecedentes. Caso tenha cometido algum crime e após ser transitado em julgado, ele perde o direito de ser taxista. Outro cuidado necessário é em relação às revisões periódicas do veículo. Qualquer tipo de defeito apresentado, seja na borracha da porta, seja no amortecedor, por mais simples que seja, não passa na supervisão criteriosa da BHTrans”, explica Moreira.

Conhecimento transmitido

E, se são necessário tantos pré-requisitos para atuar na área, além da formação obrigatória e do cumprimento de diversas normas, há também aquele conhecimento que é passado de um colega para o outro, dos mais antigos no setor aos mais jovens e, até mesmo, de pai para filho.

É o caso de Lucas Carvalho, de 25 anos. Filho de taxista, ele começou a trabalhar na área aos 18 anos. No começo, era o pai quem o auxiliava em algumas circunstâncias, inclusive no que diz respeito aos melhores trajetos. Hoje, além de estar bem adaptado, ele conta que as experiências têm sido diversas.

“Cada passageiro que entra no táxi faz com que a gente viva uma história diferente. Às vezes, surge alguma dificuldade, como quando a pessoa sequer sabe para onde vai. Além de conhecermos bastante a cidade, entramos em contato com muitas pessoas no dia a dia. Monotonia não existe na profissão”, finaliza.

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Sobre Carlos Laia

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