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Passageiro (brasileiro) processa empresa Uber após acidente no ano passado

Passageiro processa empresa Uber após acidente no ano passado

Uber
A empresa não ressarciu o passageiro e nem cobriu as despesas médicas (Foto: Fernanda Luz/Arquivo AT)

No site da empresa, é anunciado um seguro avaliado em R$ 5 mil 

A Tribuna

Um protético, morador de Guarujá, entrou na Justiça contra a Uber pedindo indenização por danos morais após ter sofrido um acidente quando utilizava o serviço de transporte privado solicitado por meio de aplicativo de smartphone. Embora a empresa anuncie que possui um seguro de acidentes pessoais, no valor de R$ 5 mil, o passageiro não foi ressarcido após contato com a Uber.

O caso aconteceu no final do ano passado. O homem solicitou uma corrida da Rua Carlos Gomes até a casa da namorada, na Rua Benedito Ernesto Guimarães, no Marapé, em Santos. Com a chegada no segundo endereço, o casal pediu para guardar malas na parte de trás do veículo. Quando entrava no carro novamente para seguir viagem, o protético foi atingido por uma moto em alta velocidade.

Levado ao hospital, foi constatado rompimento de ligamentos do joelho e feita cirurgia. No processo que tramita na 2ª Vara do Juizado Especial Cível de Santos, os advogados da vítima, Elaine Cristina Corrêa e Maurício Garcia Simonato, alegam que o fato de o serviço Uber ter seguro foi uma das razões pelas quais o protético optou pela empresa.

“O requerente entrou em contato com a empresa através de reiterados e-mails. Contudo, não há informações consistentes quanto aos procedimentos para o recebimento dos valores que faz jus, de forma que se limitam a responder mecanicamente que nada precisaria ser feito, em sinal de profundo desrespeito ao consumidor”, escrevem os advogados na ação, ressaltando que a Uber faz propaganda do seguro em seu site.

Para os advogados, é certo que a Uber sabia ou, pelo menos, deveria saber, dos riscos que assegurava no momento da divulgação do seguro. “Quando a empresa divulga um produto ou serviço, ainda que acessório, se compromete e se obriga pela Lei do Consumidor a oferecê-lo”, dizem os profissionais que representam o protético.

Celular

Outro caso envolvendo a Uber na Justiça é de um advogado de Santos. Ele solicitou o serviço e, assim que desceu do carro no local de chegada, percebeu que havia esquecido o celular no veículo. Teria tentado ligar várias vezes para o motorista e não foi atendido. Foi, então, ao escritório da empresa, em Santos, mas também não teve nenhum posicionamento. Quando conseguiu contato novamente com o motorista, o profissional disse que não viu o celular.

O advogado ingressou com ação por dano moral e material. Fez uma cotação de valores em sites de lojas e chegou a conclusão de que tem direito ao ressarcimento de R$ 1.299,00, que seria o menor custo do modelo do seu aparelho vendido pela internet. Além disso, quer ao menos 10 salários-mínimos de dano moral.

Procurada pela Reportagem, a empresa Uber não enviou resposta até o fechamento desta edição.

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