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Taxistas se manifestam contra Uber

Qual é essa “ideia Uber” que tanto defendem?

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Serviço de transporte tem que ser fiscalizado

Segundo a colunista do Globo, Cora Rónai, o PL 5587/2016 — “modificou para pior o transporte público individual (que) passa a ser, de novo, monopólio de uma máfia ligada ao que há de pior na política municipal”.

Desde a votação do PL 5587/2016 tem surgido várias declarações dos defensores dos aplicativos, a principal afirmação é que os taxistas querem a proibição dessas plataformas. Lendo tais declarações nos perguntamos se Senadores, Deputados que não votaram a favor do PL e demais defensores dos aplicativos realmente não conhecem o texto da lei aprovada no dia 04/04 na Câmara dos Deputados.

O PL que agora aguarda votação no Senado cria a modalidade de transporte por aplicativos e regulamenta a atividade dos motoristas que hoje trabalham sem nenhuma garantia, submetidos as regras feitas pelos próprios aplicativos.

Fatos como esse narrado abaixo pela colunista do Jornal O Globo, Cora Rónai, não podem ser considedos como a regra do setor do táxi das capitais e grandes cidades brasileiras, o mau profissional tem em todas as atividades. Eu gostaria de saber da jornalista qual foi sua atitude diante do procedimento do taxista?

Taxis do Rio de Janeiro

“Há alguns dias, peguei um táxi no Santos Dumont. Há tempos não fazia isso. Normalmente uso Cabify, Uber ou 99. Mas estava com pressa, havia muitos táxis do lado de fora e resolvi dar uma chance aos amarelinhos. Motorista simpático, conversa divertida, tudo certo — até chegarmos em casa”.

— A senhora me desculpe, mas esqueci de ligar o taxímetro. Qualquer R$ 50 paga a corrida.

“Ora, a corrida do aeroporto até a minha casa dificilmente ultrapassa R$ 30. No 99 com desconto ou no Uber X costuma sair a R$ 20. Dei R$ 30 e uma descompostura, e como troco ganhei um novo reforço na minha desconfiança em relação à categoria. É esse tipo de serviço que os deputados federais, que jamais põe o pé num táxi, querem nos obrigar a usar”.

Se a mesma foi lesada pelo taxista, como uma cidadã cumpridora dos seus deveres, a sua atitude depois de não admitir o engodo do mau profissional seria de denuncia-lo aos órgãos de fiscalização do serviço de táxi da cidade do Rio de Janeiro. Ela fez isso?

Gostaria de informar a Dona Cora que 100% dos taxistas são autônomos, se há um “monopólio de uma máfia ligada ao que há de pior na política municipal”, os taxistas são vítimas dela, pois os aplicativos que a senhora defende não estão respeitando a legislação brasileira, se a lei é retrógada é outro debate.

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“A vantagem do Uber, do Cabify e das opções Pop do 99 e GO do Easy” que a Dona Cora Rónai defende é na verdade prática ilegal da profissão de taxista, regulamentada pela lei federal 12.468/2011, portanto não é exagero meu afirmar que Dona Cora é mais uma, como tantos outros defensores dos aplicativos que estão jogando nossas leis no lixo em nome de um falso avanço tecnológico.

Jornalistas como Cora Rónai é que estão defendendo o monopólio dos aplicativos no transporte individual remunerado de passageiros, uma vez que os aplicativos não querem se submeter a nenhuma regulamentação e se qualquer pessoa com carro e habilitação puder se inscrever nas plataformas – como defendo Cora Rónai – sem nenhum controle, serão os aplicativos que vão controlar esse serviço de transporte, ou seja um monopólio.

O projeto de lei 5587/2016 está determinando apenas que os motoristas tenham autorização do poder público para exerce a profissão e principalmente, está tirando da clandestinidade a atividade desses motoristas. Outra determinação é que os carros sejam da categoria aluguel espeitando o Código Brasileiro de Trânsito.

A defesa cega dos aplicativos chega ao absurdo de quererem justificar até mesmo a sonegação de impostos. “Se plataformas e motoristas pagarem os impostos como qualquer outra empresa ou cidadão, o estado não tem nada a ver com isso”. Cora Rónai O Globo

A livre concorrência requer regras que coloquem condições iguais, cujos diferenciais entre um serviço e outro seja traduzido em vantagens para o consumidor. O que estamos ouvindo dos profetas da modernidade são defesas irracionais, no caso dos aplicativos, há defensores pagos a preço de ouro.

A exigência da placa vermelha, licença da prefeitura e o taxímetro, ao contrário do que afirma Dona Cora Ránai, em seu artigo no Globo, não vai mudar o “livre mercado de concorrência”, muito pelo contrário, ai sim vai estabelecer o livre mercado, porque o que está acontecendo hoje é a prática de dumping pela Uber e a exploração de milhares de desempregados que se submetem a esse subemprego por pura necessidade.

O que os aplicativos mudaram no transporte individual foi a forma do passageiro solicitar o táxi, o resto é a prática do velho capitalismo que visa lucrar, não importando, se para isso, seja preciso esmagar o pequeno ou corromper governos, políticos que aceitam suas falácias como verdades, muitos em troca de propina.

Por fim quero dizer a Dona Cora Rónai e a todos defensores da “ideia Uber” que foram nós cidadãos taxistas que estivemos em Brasília, muitos com as prestações dos carros e as contas da casa em atraso, para defender nossa profissão da qual retiramos o sustento de nossas famílias, ao contrário, a Uber, 99, Easy e Cabifay que contratam escritórios de lobistas para estarem diariamente nas portas dos tribunais e nas câmara legislativas para que a “a ideia Uber” prosperem.

A “ideia Uber” é dominar o serviço de transporte individual remunerado, que é um negócio lucrativo, infelizmente não percebido pelos sindicatos e cooperativas dos taxistas, em muitos desses, por pura falta de visão e comprometimento com o trabalhador.

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Sobre Carlos Laia

A Voz Do Taxista é um portal de notícias criado por Carlos Laia para levar informações a classe dos taxistas, acompanhando os acontecimentos, dando opinião e ouvindo os principais personagens do incrível mundo do táxi.

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