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Táxi Preto: Há luz no fim do túnel?

Em Janeiro, logo após a posse do novo prefeito de São Paulo, João Dória, o Sindicato dos Taxistas de São Paulo pediu audiência com o novo chefe do executivo para apresentar suas credenciais.

Tudo seria normal se o presidente do SINDITAXI-SP tivesse divulgado a pauta do encontro, haja visto a grande apreensão pela qual passa toda categoria. Ao invés disso Natalício Bezerra foi mais além, deixou de fora os demais representantes das categoria, incluindo o vereador Adilson Amadeu, figura já mitológica para muitos taxistas.

Até a véspera da reunião, que aconteceu numa sexta-feira, o que se sabia da pauta era o pedido de uma solução para o táxi preto, uma vez que 80% dos taxistas estão inadimplentes no pagamento da outorga, e mais nada foi informado.

Revoltou os taxistas o fato do vereador ter ficado de fora, quando a não divulgação da pauta foi muito mais grave.

Segundo o Sindicato foi apresentado ao prefeito as treze propostas de regulamentação do aplicativos tiradas junto com a categoria na ocasião da votação do PL 421.

Como o prefeito recebeu as propostas? Qual sua posição a respeito dos aplicativos que atuam passando por cima de leis federais e municipais. Nada sabemos!

Na semana em que se completou cinquenta dias do anúncio do prazo estipulado pelo prefeito saiu a publicação da portaria suspendendo o pagamento da outorga por sessenta dias, o que significa que o prazo de sessenta se transformou em cento e vinte.

Dias depois, a prova de que nada foi discutido com o prefeito sobre os aplicativos que utilizam carros particulares, uma das causas do fracasso do táxi preto. O prefeito anúnciou a aplicação do decreto do ex-prefeito Haddad que “regulamentou” os aplicativos tendo como controle da frota a cobrança pelo uso do viário urbano, sendo que a kilometragem rodada será fornecido pelos próprios aplicativos.

Se por um lado entendemos a situação do táxi preto, não temos dúvida que a criação da nova modalidade de táxi foi totalmente equivocada.

O taxista não foi preparado para a nova modalidade de táxi executivo que se pretendia. Com o taxista sem formação e treinamento, o objetivo primeiro do táxi preto se perdeu antes que se completasse o primeiro ano de criação.

O sindicato fala que precisa retomar a origem do táxi Preto, porém, nada está sendo feito nesse sentido, simplesmente o taxista será anistiado do pagamento da outorga, integralmente ou parcialmente e o táxi preto se tornará, como já é na prática, um táxi comum.

A publicação no diário oficial foi somente a oficialização do que foi anúnciado em Janeiro, a euforia que se cria em cima de fatos que pouco muda a situação de penúria do taxista é meramente para criar factóides com o objetivo de aplacar a revolta e esfriar os exaltados que pedem providências.

Na mesma portaria criou-se uma comissão para discutir as medidas possíveis em relação  a outorga, trata-se de uma comissão de burocrátas que pode se arrastar pelos 60 dias sem chegar a uma conclusão que realmente atenda a necessidade do taxista e do táxi Preto.

É cedo ainda para julgar administração Doria, não tenho dúvida, porém até o momento o que está sendo feito é uma grande jogada de marketing e nós taxistas pelo jeito vamos ficar mais uma vez ouvindo promessas e com isso mais um ano passará sem ter nada resolvido.

Quem sobreviver, verá!

Sobre Carlos Laia

Comandada por Carlos Laia , A Voz Do Taxista tem por objetivo levar a categoria dos taxistas informação, levantar o debate dos assuntos importantes para o desenvolvimento profissional de toda categoria.

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