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Táxis liberados para rodar em pistas do Move a partir desta segunda – BH

Em caráter experimental, BHTrans autorizou viagens nas avenidas Antônio Carlos e Pedro I.

Só táxis com passageiros poderão circular nas pistas do Move da Antônio Carlos e da Pedro I

A liberação das pistas do Move nas avenidas Antônio Carlos e Pedro I, a partir desta segunda-feira (6), é a esperança de muitos taxistas de Belo Horizonte para recuperar a clientela, em queda nos últimos anos devido à crise econômica e à concorrência de aplicativos de transporte, como Uber e Cabify. Os profissionais acreditam que a agilidade será um incentivo para os passageiros usarem mais o serviço.

Segundo a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), a iniciativa atende reivindicação da categoria e objetiva reduzir o tempo de viagem a destinos como o Mineirão e os aeroportos da Pampulha e o Internacional de Belo Horizonte. Somente táxis com passageiros poderão circular nas pistas de ônibus, na faixa da direita, e o embarque e o desembarque de usuários são proibidos.

A medida tem caráter experimental e, após 90 dias, será avaliada quanto à implantação definitiva. Em testes preliminares realizados pela BHTrans – nem a data, nem a duração dessa fase foram informadas –, houve uma redução de cerca de 40% no tempo de viagem na pista do Move em comparação com o tempo gasto em pista mista, em um percurso de 41 km entre a estação Senai, na avenida Antônio Carlos, no bairro Lagoinha, na região Noroeste da capital, até o aeroporto internacional.

Os taxistas estão otimistas. Genival Aparecido Dias, 48, que roda na capital há quase 20 anos, aposta na iniciativa para atrair passageiros. “Vai ser muito melhor para a gente, principalmente nas viagens para os aeroportos. O passageiro vai nos chamar mais por causa da rapidez”, afirmou. Segundo ele, a demanda de corridas caiu mais de 50% desde o início do funcionamento de aplicativos de carona na capital – pioneira, a Uber começou a operar em Belo Horizonte no segundo semestre de 2014. “Se eu fazia 20 corridas por dia, hoje faço dez, trabalhando 14 horas por dia. A crise e os aplicativos atrapalharam muito, e espero que o passageiro reconheça esse novo benefício e nos chame mais”, pontuou.

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Também há 20 anos na praça, o taxista Márcio Leite da Silva, 55, precisa trabalhar mais para receber menos que antes e aprova a novidade. “Com a crise, caiu muito o movimento de passageiros. Eu costumava trabalhar das 7h às 20h e fazia R$ 200, hoje rodo até as 23h para fazer R$ 150. Acho que essa medida vai ser uma maravilha, melhorar para o passageiro e para o taxista e gerar economia de tempo e de combustível”, declarou. Para ele, todas as vias que possuem faixas do Move, como a Pedro II e a Cristiano Machado, deveriam passar a aceitar táxis nas faixas exclusivas.

Para auxiliar os taxistas e os pedestres sobre as novas regras, a BHTrans está distribuindo folhetos informativos nas travessias das avenidas, no sindicato da categoria e nas linhas do Move.

Pedido. A extensão da medida para as demais vias com pista do Move já foi pedida pelo Sindicato dos Taxistas de Minas Gerais (Sincavir-MG) à Prefeitura de Belo Horizonte, que, de acordo com o presidente da entidade, Avelino Moreira, ficou de estudar o assunto. Questionada pela reportagem, a BHTrans não informou outras vias que possuem potencial para a implantação da medida nem se há previsão de levar a iniciativa para outros locais.

Preço. Sem reajuste neste ano devido à crise e à concorrência de aplicativos de transporte, o valor da bandeirada do táxi permanece o mesmo do ano passado, R$ 4,70. O quilômetro rodado na bandeira 1 custa R$ 2,94 e, na bandeira 2, R$ 3,53.

Aplicativos ganham usuários com preços menores

Não autorizados a utilizar as pistas do Move, os motoristas de aplicativos de transporte individual de passageiros têm tarifas mais baratas do que o táxi em Belo Horizonte.

A bandeirada da Cabify para chamadas em horários de pico custa R$ 2,50 e, nos demais momentos do dia, R$ 1. O preço do km varia entre R$ 1,95 e R$ 3. Questionada sobre a liberação da pista do Move, a empresa informou “que toda iniciativa em prol da mobilidade urbana merece destaque”.

A Uber não se posicionou sobre a mudança, pois não considera os táxis concorrentes diretos. Na categoria de carros populares da empresa, o preço base é R$ 2,70, o km rodado, R$ 1,48, e o minuto, R$ 0,20.

Esse serviço por meio de aplicativo é proibido na capital mineira, mas funciona por meio de liminar.

 

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Sobre Carlos Laia

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