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Ponto de táxi e Florianópolis

Taxistas aderem a aplicativos e cai procura por ponto de táxi em SP

Clientes praticamente abandonaram prática de telefonar para o ponto, e motoristas preferem olhar para o celular em vez de esperar ligações.

G1

 Os taxistas de São Paulo estão usando mais os aplicativos de celular do que os telefones dos pontos de táxi para atender os passageiros. O aparelho que era frequentemente usado pelos clientes e que fica em uma espécie de guarita nos principais pontos da capital perdeu espaço, e em vários locais os motoristas já não se preocupam em ficar perto do telefone para receber as chamadas. Preferem olhar para o celular.

A capital tem mais de 1,3 mil pontos de táxi da capital paulistana, muitos dos quais ficam vazios boa parte do dia. Na região da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, a equipe de reportagem encontrou um ponto com quatro vagas completamente vazio durante um dia útil. “Nunca liguei, sempre foi pelo aplicativo mesmo”, confessa o auxiliar administrativo que trabalha em frente ao ponto.

O taxista Miguel Amaral trabalha em um ponto há 30 anos e conta que apenas 20% das suas corridas são feitas por conta do telefone do ponto. “Hoje já diminuiu bastante [o uso do telefone]. Só uso o telefone três, quatro vezes por dia”, aponta. Enquanto o telefone do ponto não toca e ninguém aparece, muitos taxistas fazem dos pontos um local para ajeitar o carro e descansar.

Além dos pontos de táxi, a cidade de São Paulo possui também mais de 3,2 mil vagas registradas para os táxis comuns. São 1.022 vagas localizadas na Zona Oeste, 772 no Centro, 658 na Zona Sul, 540 na Zona Leste e 276 na Zona Norte.

Essas vagas são sorteadas pela Prefeitura, com regras definidas por uma portaria de 2013. E, em caso de vaga ociosa, o órgão informa que preenche com outro taxista, de acordo com as normas da portaria.

Alguns taxistas afirmam, porém, que dar plantão no ponto de táxi ainda é lucrativo. O taxista Orlando Vieira tem sua clientela fixa. “Eu trabalho bem nesse ponto, nem uso aplicativo”, disse. O arquiteto Roberto Klein mora em um edifício próximo ao ponto e sabe que sempre tem um taxista por ali. “Como eu moro aqui, naquele edifício, quanto tem táxi no ponto eu uso”, afirmou ao Bom Dia São Paulo.

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