Home / A Voz do Taxista / Taxistas entre Gregos e Troianos

Taxistas entre Gregos e Troianos

A história recente dos taxistas pode ser traduzida em uma luta de David contra Golias pela sobrevivência, o inimigo que antes se esgueirava pela noite, beliscando corridas aqui e ali, sai agora a luz do dia desafiando a soberania do táxi.

São várias as razões para muitos afirmarem que desta vez será a derrocada desse serviço universal – não concordo com essa afirmação. Desde os primórdios o táxi evoluiu, passou literalmente das carroças para modernos carros de quatro portas que conta hoje com a mais avançada tecnologia embarcada e assessórios como os aplicativos de GPS.

Forçados pela concorrência desleal, taxistas experientes estão deixando seus táxis nas mãos de taxistas jovens como segundo motorista.

Na contra mão o que não está evoluindo são os profissional, hoje podemos ver um declínio da qualidade do taxista, ele já não tem o perfil do homem de meia idade que vinha de uma profissão de onde trazia com sigo uma bagagem de conhecimento e experiência que só a vida proporciona.

Se por um lado há uma renovação na idade do taxista, vemos também a profissão se tornando um subemprego, muitos segundos motorista, ou motorista auxiliar como são conhecidos em algumas cidades, são pessoas desqualificadas para o mercado de trabalho cada vez mais exigente e vão para o táxi como uma opção secundária.

A principal causa dessa situação é a falta de entidades representativas da classe antenadas com as mudanças globais que estão transformando a sociedade, por mais que alguns veem essa afirmação como um mera crítica, é a pura realidade.

Quando os taxistas reclamam que precisam de um aplicativo próprio, desconhecem a complexidade da operação de um aplicativo de chamada de táxi, mas tem razão ao afirmarem que sindicatos e cooperativas precisavam ter criado uma plataforma para a categoria.

Ouça entrevista com profissional de tecnologia na Voz Do Taxista http://streaming11.hstbr.net/player/89taxi

O valor pago pelo taxista ao aplicativo é o custo da comodidade para o passageiro, cada vez mais exigente. Esse custo poderia ser muito mais em conta caso a classe tivesse o seu aplicativo próprio, mas a realidade é que, está longe o dia em que o taxista terá esse aplicativo.

O que há de mal para o taxista usar o aplicativo 99?

Essa pergunta para os que querem agradar gregos e troianos deve ser respondida com toda cautela, como não faço mais parte do grupo daqueles que se dizem “líderes da categoria”, responderei com toda simplicidade e com a visão de um observador do fatos e não de um taxista.

A única atitude que podemos condenar na 99 é a cobrança da corrida pelo “taxímetro virtual” e a concessão de descontos, no mais, a empresa viu o grande negócio chamado taxi que sindicatos e cooperativas não enxergaram.

O grande inimigo do taxista é quem está permitindo que esse aplicativo e outros pratiquem essa irregularidade sem serem incomodados.

Assim como na política nacional, se os taxistas tivessem realmente um líder com a visão de organizá-los, esses seriam uma força capaz de mudar a sua história e de influenciar o seu meio, contribuindo para sanar as mazelas da sociedade. 

Sobre Carlos Laia

Comandada por Carlos Laia , A Voz Do Taxista tem por objetivo levar a categoria dos taxistas informação, levantar o debate dos assuntos importantes para o desenvolvimento profissional de toda categoria.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *