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Uber e autoridades londrinas não chegaram a acordo

As negociações entre as autoridades londrinas e a Uber vão continuar nas próximas semanas depois do encontro de ontem ter terminado sem um acordo. Na reunião terão sido discutidas medidas que a Uber pode tomar para ter novamente licença.

Reuters

Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, foi Londres para reunir-se com o comissário Mike Brown da Transport of London (TfL). Em cima da mesa estava o fato de Uber ter perdido a licença para operar na capital britânica no início deste mês.

O encontro terminou sem que se tenha existido um entendimento pelo que, a Uber e as autoridades londrinas, vão voltar a sentar-se à mesa das negociações nas próximas semanas, de acordo com o jornal britânico The Guardian. Ainda assim, no encontro de ontem entre Khosrowshahi e Brown terão sido debatidas medidas que o serviço de transporte de passageiros pode ter de implementar para resolver o diferendo.

“O encontro construtivo de hoje centrou-se no que é que necessário acontecer para assegurar um próspero mercado de aluguer privado e de táxis, onde todos operam com os mesmos padrões elevados. Mais passos neste processo vão ser dados nas próximas semanas”, referiu o porta-voz da TfL, citado pelo jornal.

A Uber, por sua vez, disse publicamente, citada pela mesma fonte, que esperava “ter discussões futuras, durante as próximas semanas, na medida em que estamos determinados em fazer as coisas correctamente em Londres”.

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A 22 de Setembro, o regulador dos transportes da cidade de Londres decidiu revogar a licença atribuída à Uber, que expirou a 30 de Setembro. Num comunicado citado pela imprensa britânica na altura, a TfL justifica a decisão com a conduta da empresa que “demonstra falta de responsabilidade empresarial”.

A TfL afirmava que tem como principal missão assegurar a segurança dos passageiros, sendo que os operadores de transporte “têm de cumprir a regulação de forma rigorosa e demonstrá-lo à TfL, de forma a continuarem a operar”.
Tendo o regulador concluído que “não é adequado” a Uber continuar a ter uma licença. E explicou porquê: “a abordagem da Uber e a sua conduta demonstram uma falta de responsabilidade empresarial numa série de factores que têm potenciais implicações na segurança pública”.

A Uber tem até 13 de Outubro para interpor um recurso contra a decisão que foi tomada pelo regulador londrino. A empresa pode continuar a operar até então e, eventualmente, posteriormente a essa data se o recurso for alargado, segundo o jornal inglês.

A Uber tem mais de 3,5 milhões de clientes em Londres e cerca de 40 mil condutores.

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