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Uber já perdeu mais de US$ 20 bilhões em valor de mercado este ano Fundos de venture capital negociam suas participações em startups com outras empresas que estão interessadas em entrar naquela empresa, mas não participaram do round

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Fundos de venture capital negociam suas participações em startups com outras empresas que estão interessadas em entrar naquela empresa, mas não participaram do round

Por Felipe Moreno

Fundos de venture capital negociam suas participações em startups com outras empresas que estão interessadas em entrar naquela empresa, mas não participaram do round

O Uber ainda é a maior startup do mundo, mas a crise deste ano começa a perder um pouco do encanto. Embora não tenha capital aberto em nenhuma bolsa de valores, o valor da empresa está despencando em uma mercado negro secundário de ações de startups.

Funciona exatamente como uma bolsa de valores, mas com uma liquidez muito, muito reduzida. Fundos de venture capital negociam suas participações em startups com outras empresas que estão interessadas em entrar naquela empresa, mas não participaram do round.

Geralmente, a empresa vendedora tem que dar um desconto para garantir a venda da ação. Poucos nomes, porém, são tão procurados que fazem com que a empresa compradora que tenha que pagar um prêmio para conseguir fechar a negociação.

O Uber era assim, até pouco tempo atrás. Tão procurado que chegou a valer mais de US$ 70 bilhões neste mercado secundário (mesmo a avaliação no mercado primário sendo de US$ 68 bilhões). Agora, a sorte virou.

Algumas ações do Uber foram vendidos por um preço que traz o valor da companhia para menos de US$ 50 bilhões – uma queda de US$ 20 bilhões, mais do que o valor de uma startup famosa como a WeWork. Isso mostra que se o Uber tiver que captar mais dinheiro eventualmente, terá de fazer com um valuation menor.

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E isso é péssimo: funcionários vão ficar desanimados (afinal, estão perdendo dinheiro junto), velhos investidores vão ficar desinteressados (e não colocarão novo dinheiro) e novos investidores vão ficar com o pé atrás. Enfim, é uma das coisas que podem fazer uma startup de sucesso morrer (se associado com um burnrate muito grande).

Não é o caso do Uber, já que se ele basicamente pode ser lucrativo quando quiser – já tem escala para isso. Mas é uma situação que quebraria muitas startups, com certeza. Ao receber um investimento em sua startup, você tem que entender muito bem o que está fazendo para não acabar, na verdade, prejudicando seu negócio.

Para piorar a questão ainda para o Uber, a sua grande rival nos Estados Unidos, a Lyft, está vendo suas ações serem cada vez mais procuradas no mercado secundário. Embora a startup tenha um valuation de US$ 7,5 bilhões no momento, já tem investidor querendo pagar um prêmio nestas ações para se posicionar para uma futura valorização… será que o mercado acredita que a Lyft vai tomar o lugar do Uber? Talvez.

Felipe Moreno é editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney antes

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Sobre Carlos Laia

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