Sindicato dos taxistas, vereador e os analfabetos políticos

Os taxistas foram chamados para conhecer o texto da regulamentação sem que pudessem discutir o texto e Bruno Covas afirma que “quem afirmou que haveria limitação mentiu”.

Nossos representantes conta com o analfabetismo político da categoria, que como a maioria dos brasileiros dizem não gostar de política, isso deixa o campo aberto para políticos profissionais que sabem manipular a massa inerte.

O sindicato, o vereador e o séquito de bajuladores e interesseiros contam ainda com outra ajuda, sem a qual não teriam conseguido enrolar a classe por mais de dois anos. Me refiro aos taxistas que atacam os colegas que somente exercem o seu direito de discordar e o fazem com base nos fatos, vamos a eles:

Segundo a justiça eleitoral, o vereador obteve dos taxistas, familiares e amigos desses, mais de cinquenta mil votos, sem os quais não teria sido eleito para o seu quinto mandato para a câmara municipal da maior e mais rica capital brasileira.

As eleições de 2016 para o legistativo municipal e em 2018 para o legistativo federal mostrou como nossas lideranças estão descoladas da nova realidade política que a maioria dos brasileiros querem ver em todas as esferas.

A liminar obtida pela Dra. Gislaine que não trouxe nada de benefício para os taxistas, pois, apenas determinava que a prefeitura “divulgasse o número de carros da Uber na cidade”, foi apenas uma jogada política, um verdadeiro estelionato eleitoral. Tal processo foi oferecido ao então candidato Carlos Laia, pelo mesmo taxista, Júnior Acorrentado, que encabeçou o grupo dos trinta que assinaram o processo, por razões éticas não foi aceito.

A advogada não cumpriu o que prometeu, ou seja uma liminar derrubando o bloqueio da fiscalização por parte do judiciário, esse joguete político colaborado pelo ego inflamado de meia dúzia de taxistas que endossam a prática nefasta desses velhos políticos e sua velha política.

A liminar caiu quatro dias depois, mas a massa já estava manipulada com a ajuda dos taxistas que se prestaram a eleger o vereador, uns pelas promessas de benefícios, outros simplesmente como inocentes no jogo de poder. Um ano depois os taxistas foram condenados a pagar as custas do processo estipulada em mais de $300 mil reais.

Outra manobra politica do vereador foi como colou sua campanha ao candidato Celso Russomanno, que se colocou desde a primeira audiência pública como um defensor dos taxistas. Em comício no Pacaembu o candidato a prefeito não compareceu e se distanciou do vereador, ficou claro que o receio era, como ficou comprovado, que os taxistas estavam atrapalhando e contribuíram para o fracasso do Russomanno.

Foi uma Campanha sem propostas, sem projetos para mudar a arcaica legislação do táxi e adapta-la a realidade que a classe enfrenta com a chegada dos aplicativos, isso significaria estabelecer a regulamentação com limitação e acabando com os carros de locadoras. Sem limitação e com os carros de locadoras o poder publico não está favorecendo nem taxistas nem motoristas de aplicativos e somente os aplicativos que tem como fim ter apenas os motoristas que fazem bico.

As diversas datas ao longo dos dois anos da gestão Dória Covas ouvimos promessas que foram apenas para empurrar com a barriga e tirarem proveito eleitoral fechou com um grande circo. É um absurdo ver alguns taxistas defenderem o tal decreto do Covas, são ignorantes ou estão defendendo os seus próprios interesses. Concordo que nem todos taxistas tem condições de ler o texto do decreto e entender, mas não é o caso de um Wagner Caetano, Fatioli, Wilson Pena e tantos outros que atacam quem discorda e repetem que foi mais uma conquista enquanto que sindicato e o próprio vereador fica em silêncio por não ter o que dizer.

No vídeo após a assinatura do decreto o próprio prefeito disse que quem afirmou que haveria limitação estava espalhando fake news, ou seja mentindo, portanto todos esses que fazem a defesa dos mentirosos compactuam com a farsa desses que dizem defender a categoria.

Durante a campanha João Dória era o inimigo número um dos taxistas, antes mesmo da posse o vereador passou para a base do governo, baixando cabeça para sua gestão fraudulenta e não cobrando a regulamentação da atividade dos motoristas de aplicativos, se calando também, mesmo depois da aprovação e sanção da lei federal 13.640 que dá poderes ao prefeito para regulamentar.

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